Um dos Planetas do Sistema Trappist tem grandes Oceanos

O Sistema Planetário TRAPPIST-1 é provavelmente um dos sistemas solares mais fantásticos já descobertos até hoje. Não só por causa do nome de queijo que lhe deram, mas também porque os astrónomos dizem que é o lar de sete planetas rochosos, alguns dos quais podem abrigar vida.

Desde que descobrimos este sistema solar, os astrónomos questionam-se de como são os planetas que orbitam a estrela anã vermelha, e se há alguma chance de alguns desses planetas poderem ter vida alienígena.

Localizada a 39,6 anos-luz (235 trilhões de milhas) da Terra, a anã vermelha deu aos astrónomos altos e baixos.

Dos sete planetas que a orbitam, três estão localizados na chamada zona de Cachinhos Dourados, uma área em torno de uma estrela onde a temperatura é perfeita – nem muito quente nem muito fria – para que a água líquida exista na superfície. Os outros quatro planetas podem possuir pequenas quantidades de água em algum lugar da sua superfície.

Estudos subsequentes mostraram que a estrela – TRAPPIST-1 – pode ter queimado qualquer atmosfera que os planetas já tiveram.

Esta informação foi uma má notícia para os cientistas que esperavam que a vida pudesse existir na superfície destes mundos alienígenas.

Vários estudos resultaram em diferentes visões e opiniões. Alguns alegaram que os planetas eram ideais para a vida, enquanto outros artigos científicos contradizem essa teoria.

Agora, um novo estudo oferece um cenário otimista para que pelo menos um dos planetas que orbitam a anã vermelha.

Os cientistas dizem que o TRAPPIST-1e tem todas as características necessárias para sustentar um vasto oceano na sua superfície.

Onde há água, pode haver vida.

Especialistas da Universidade de Washington publicaram um artigo no The Astrophysical Journal, e com base em vários modelos e simulações, eles sugerem que o TRAPPIST-1e, poderia ser um mundo oceânico parecido com a Terra, que merece um estudo mais aprofundado.

Os cientistas analisaram as diferentes (possíveis) atmosferas de cada um dos sete planetas que orbitam o TRAPPIST-1.

Resumidamente, eles descobriram que, por causa da fase inicial estelar brilhante das estrelas, todos os sete planetas podem ter evoluído como Vênus, com qualquer dos primeiros oceanos que eles pudessem ter tido, evaporado e deixando atmosferas densas e inabitáveis.

Mas um desses planetas, TRAPPIST-1e, é provavelmente um mundo oceânico parecido com a Terra.

“Estamos a criar modelos de atmosferas desconhecidas, não apenas a assumir que as coisas que vemos no sistema solar terão a mesma aparência em torno de outra estrela”, explicou Andrew Lincowski, estudante de doutorado da UW e principal autor do artigo publicado no Astrophysical Journal.

“Nós conduzimos essa pesquisa para mostrar como esses diferentes tipos de atmosfera se podem parecer.”

Os cientistas explicaram que este novo estudo difere de trabalhos anteriores, uma vez que “tenta fazer a modelagem física mais rigorosa que poderíamos fazer em termos de radiação e química – tentando obter a física e a química o mais corretamente possível”.

O Modelo sugere que:

• TRAPPIST-1b, o mais próximo da estrela, é um mundo ardente muito quente, mesmo para a possibilidade de nuvens de ácido sulfúrico, como em existem em Vénus, sequer se formarem.
• Os planetas c e d recebem um pouco mais de energia da sua estrela do que Vénus e a Terra recebem do Sol e podem ser semelhantes a Vénus, com uma atmosfera densa e inabitável.
• O TRAPPIST-1e é o mais provável dos sete de ter a possibilidade de hospedar água líquida numa superfície temperada e seria uma excelente opção para estudos adicionais com a habitabilidade em mente.
• Os planetas externos f, g e h podem ser parecidos com Vénus ou congelados, dependendo da quantidade de água formada no planeta durante sua evolução.

Fonte

Autor – Ivan

Crédito Imagem Destaque

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