Outro meteorito de Marte que mostra sinais de vida orgânica




De quantas provas precisamos antes de aceitar a ideia de que Marte em tempos remotos estava repleto de formas de vida microbiana? Será que dois meteoritos enviados diretamente da superfície do Planeta Vermelho, cheios de fósseis, nos convenceriam? Então preparem-se para gritar “Eu acredito!” Os cientistas deram permissão para tirar uma fina fatia de um meteorito comprovado ter vindo de Marte e descobriram “bioassinaturas mineralizadas” – minerais alterados pela presença de micróbios e seus fósseis mineralizados. Será que isso exige champanhe ou vinho tinto marciano?

“Comparando resultados recentes e interpretação com outros meteoritos, pode ser porposto, que nestas similaridades as bio-sinestações mediadas por microorganismos podem ser propostas como intervenções microbianas por FeOB em Marte.”

“FeOB” significa “ferro (FE) – bactéria oxidante e foi descoberto no meteorito ALH-77005 Shergottite descoberto nas Colinas Allan na Antártida em 1977 e deram-lhe esse nome em homenagem ao meteorito Shergotty encontrado nas planicies de Sherghati, Índia em 1865 e que subsequentemente se provou ser o primeiro meteorito conhecido que já foi parte de Marte. No seu artigo publicado na Open Astronomy (com fotos), Ildiko Gyollai, Márta Polgári e Szaniszló Bérczi do Centro de Pesquisa de Astronomia e Ciências da Terra da Academia de Ciência da Hungria descreveram como usaram a microscopia óptica e tecnologia de infravermelho junto com testes de isótopos para identificar sinais de bactérias que sobrevivem ao alimentar-se da ferrugem do ferro – FeOBs.

Imagem gráfica de transferência de material entre Planetas (imagem 1) 



Esperem um momento! Como é que eles sabem que os FeOBs da Terra não deixaram suas assinaturas neste meteorito depois que ele pousou? Boa pergunta, mas a equipa está muito à sua frente.

“A alteração microbiana ocorre apenas na bolsa criada pelo choque térmico recristalizado e perto de minerais opacos. A sobreposição microbiana ao longo de bordas e fraturas de grãos grossos não está presente, o que descarta que a alteração seja de origem terrestre ”.

Assim, os indicadores-chave não aparecem perto de bordas e fraturas que permitiria o aparecimento dos mesmos depois que o meteorito chegasse à Terra. Algum dos micróbios estava vivo quando o pedaço deixou Marte? Isso é possível, mas o impacto que impulsionou o grande pedaço para fora do Planeta Vermelho e que se transformou em um ou mais meteoros ocorreu há quatro biliões de anos, e estes os meteoritos não chegaram à Terra até cerca de 13.000 anos atrás.

Pesquisadores podem querer voltar a verificar antigos sítios de meteoros em busca de evidências de assinaturas microbianas (imagem 2)

Relatos do estudo apontam que este é o segundo meteorito marciano a mostrar sinais de vida. O primeiro, ALH-84001, também veio das Colinas Allan na  Antártida e indicadores microbianos foram descobertos em 1996. Eles também fazem notar que os céticos dizem que as características podem ter origens não-orgânicas, mas nenhuma delas pode ser provada conclusivamente.

Há apenas uma maneira de fazer isso – mais exploradores (Rovers/robots) de mineração marcianos ou humanos cavadores de buracos

Elon?

 

Autor – Paul Seaburn

Fonte

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